Seja bem vinda!
!
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
As palavras que só o silêncio diz ...
... Vai a janela a cada 15 minutos, abre a geladeira a cada 5 minutos ... senta, levanta, tenta se entreter ... e vem a mente as palavras que só o silêncio diz... Ver suas mentiras desvendadas, o fígado que reclama, as horas que não passam ... a inércia do não mais, o retorno de Saturno. E agora que está pronta, não lembra do quão bom era a construção do estar, e esqueceu-se do bom e do estar, restou a sala. E esqueceu-se de falar e restaram as palavras que só o silêncio diz. E como aprendiz, a gente brinca de sorrir a dor e inventa dias com Sol, com aquela ingenuidade de criança que rouba flor, é para enfeite, deleite.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Nostalgia.
Uma releitura desconexa, um querer de volta as mesmas sensações. Querer tatear o que não é palpável, querer reviver o que não é tautologia. Os olhos que se fecham para buscar no cerne o que te move, buscar a sensação que se quer perdurar de forma ínfima. O desassossego do tempo, quando se queria morar nos momentos, as horas que insistem em se confundir entre futuro, passado e presente, acaso.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Atemporal
Brilha olho, ri de volta, acelera coração, abraça forte. Cúmplice, o olhar de quem saudade tem, de quem amor possui.
Cai lágrima, explode amor em palavras, declarei! Passa filme, música cantada juntos, frio na barriga. O tempo parou!
Parecia sexta-feira e era terça. Como a 3 anos atrás, mas era ontem e era melhor. A voracidade de um beijo dado, de quem beija como se fosse se despedir, mesmo sabendo que vai voltar, semana que vem ou num sábado à tarde onde as sextas se confundem com as terças e pára o tempo em instantes mágicos. Parecia cena de filme, mas o filme passava na TV, enquanto meu abraço abraçava o seu.
Boba a cara, a palavra a piada. Séria, a vontade de morar naquele perfeito momento. Uma vida toda em algumas horas, que demore, que adie ou que se confundam os dias e hoje seja terça, enquanto revejo o filme, aquele em que não tem atores, aquele com silêncios confortáveis, onde se dizem palavras com gestos e olhares. Onde a presença consome qualquer fala que falta. A flor amarela voltou a morar no meu jardim.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
implícito
Ela resolveu parar com algumas coisas hoje, refletiu sobre um pedido implícito de sua mãe , para que não fizesse mal a si mesma, sucumbiu silenciosamente e mesmo com a abstinência das repetições, se mantém firme em sua decisão. Até quando? Não se sabe, até quando fizer sentido.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
rompa o silêncio!
Outro silêncio não incomodaria tanto, mas é o seu! A falta do bom dia, do jeito íntimo de me chamar, da cumplicidade ... falta do carinho de longe, mais ainda do de perto. Se fosse qualquer outra falta, passaria em 5 minutos, sua ausência tem incomodado mais que a falta de um cigarro, de um trago ... Um oi, tudo bom e o dia inteiro muda e sorri pra mim. :) È mágico e estranho ao mesmo tempo, porque é você, é com você e só com você que acontece isso ... essa mágica da ausência e da completude.
Estou exercitando a paciência, mas por favor, rompa o silêncio!
domingo, 2 de junho de 2013
10 centavos
Um quase, uma quebra, uma falta.
Faltaram 10 centavos!
Parecia mais, eram 10 centavos que poderiam ter impedido um trajeto, uma compra, um consumo. 10 centavos não compram o pão, 10 centavos são negados a esmola, 10 centavos não compram um cofre para se guardar.
10 centavos pagam uma xérox, um mais do mesmo, uma repetição do que antes era falta... Sobra tanta falta.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
...
Eu queria poder dizer que posso preencher essa falta, eu queria poder dizer, vem aqui pra casa, queria poder dizer o quanto você faz falta. Mas, escondi as palavras para ver suas ações. Repetidamente, ouço aquelas canções nos intervalos de meus cigarros enquanto assito pores do sol. Você está nos meus cigarros, na fumaça que exalo e brinco de formar formas enquanto brincamos de esconde-esconde, enquanto não há o encontro dos corpos. Tim tim! Brindo distante com o copo cheio de anestesia,afim de conter as vontades que permeiam e não, não passam. O que eu quero não se mede, não é remédio, para ser degustado em doses. Eu quero ter teu sobrenome!
Assinar:
Postagens (Atom)