Seja bem vinda!
!
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Dos que querem a insignificância de serem normais ...
Dos insanos que procuram um pouco de razão ...
Dos partos daquelas ideias que não vão nascer (palavra grande aqui ou @#$%¨&*())
Das dores que não cessam ...
Da lista que você escreveu e não cumpriu nem o número 1
Esquecer-se ... abandonar-se ... fazer-se pedaços de saudade ...
Numa cabeça que quebra e não se monta.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Reencontrar é perder-se num tempo. Não volta mais, sempre soa estranho , quando haveria de ser reconhecimento ... e não há acalanto e não há desprendimento, há o espaço , há o tempo , que modifica eu, molda você , há o tempo, sagrado ou atemporal ele há , ele está e ele faz falta ou dita o futuro , como será?
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Eu tenho visto próximos, tornarem-se estranhos.
Eu tenho visto conhecidos, dizerem sobre minha personalidade/ conduta, sem nenhuma propriedade.
Eu penso no que eu poderia dizer e/ou fazer ...
mas, deixar pra lá cansa menos.
Eu não deveria estar feliz por que o mundo está dando voltas para algumas pessoinhas, mas eu estou sim. :D
E eu nunca quis tanto na minha vida que um ano acabasse logo.
"É eu podia ser gentil
E perguntar coisas fúteis"
Mas, deixar pra lá, cansa menos! ;)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Impressão minha , ou a cada dia que passa as pessoas estão cada vez mais presas a si mesmas? Tanto e de tal maneira, que não permitem-se um momento de prosa e um abraço passa a ser algo incômodo, no qual soa estranho você ser educada e gentil.
As pessoas tem confundido muito o "ser legal", com interesse.
As pessoas não tem se permitido conhecer e tudo e qualquer contato se restringe ao superficial...
" Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito". "Falam de algum lugar, mas onde é que está ? Onde há virtude e inteligência
e as pessoas são sensíveis " "O mundo está ao contrário e ninguém reparou?"
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Por acaso
Eu queria dizer aquelas coisas que as pessoas gostam de ouvir quando perguntam se você está bem. Eu queria dizer que tenho aquela felicidade plena e todos aqueles bla bla blas...mas meus dias tristes fazem parte de mim, minha melancolia é até charmosa e aquelas músicas, ficariam encalhadas nos cds antigos ou arquivos do computador.
O dia passaria apressado e eu estaria de olhos semiserrados para evitar a claridade do sol. Melhor assim, eu com meus dias nublados enxergando tudo o que há.
Olhar além...olhar além pode ser perigoso, mas é um vício que resolvi ter.
Resolvi esquecer o relógio propositadamente, aí eu finjo que foi sem querer que eu perdi as horas enquanto penso em tudo o que eu quero fazer, aí depois eu me permito devanear e fazer tudo o que eu queria, mas depois eu paro tudo e acho que está pouco, propositadamente, só pra eu querer um pouco mais, um pouco mais de vida, um pouco mais de sentimento, 2 doses por favor...é isso! È isso que está faltando , sentir ... eu não gosto de quem não gosta de torrar ao sol, mas detesto quem não sabe dançar na chuva e implora um guarda chuva, como se pudesse se guardar...A gente não foi feito para se guardar. Apesar de guardarmos tanta gente no melhor lugar que nos cabe ... e olha que tem gente que ocupa espaço, mas que depois vai embora e você lembra que nada nos pertence e que o tempo é atemporal e volta a viver aquela tautologia. Com os versos propositadamente dispostos , como se fossem acaso.
sábado, 30 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
A minha sinceridade me denuncia!
Solto palavras aos ouvidos despreparados de verdades.
Como consequência a timidez recebo, junto aos olhos julgantes que fulminam a contradição.
Com paixão, compaixão pelos ouvintes, leitores de sentimentos que transbordam, incomodam e vão.
Vão para dentro, para fora, voam , vagam, despertam e apertam o peito da escrivã . Nos desencontros, encontros e encanto, canto a sonoridade de meus ecos. Eco !
Para tanta gente que tangente está, nas paralelas , por opção e não dançam a música silenciosa.
Não é preciso par, mas o ímpar.
A individualidade do pensamento que vaza e escoa aos ventos , onde você que não quer e/ou não sabe ler , tenta deter a passagem das letras perigosas que surgem brincando , com o sorriso de verso ou prosa .
E me traz lembranças do que ainda não vivi.
E carrego uma saudade do futuro,
onde conto histórias e roubo sorrisos sinceros.
Meus pensamentos estão cheios de vontades.
Meus gestos estão calmos, como quem espera...
por um toque de reciprocidade, por uma palavra que diga , sim é verdade.
Saudade do abraço apertado que ainda não dei,
Do beijo que me fez flutuar .
E deixo papéis em branco pela casa,
Pra você desenhar palavras.
E cantar baixinho , músicas que falam sobre balas de hortelã.
Estranho é chegar ao fim do dia e deparar-me com a saudade que me inquieta, me devora e me deixa pasma.
Onde o querer está distante do poder e somente o cansaço que me toma é capaz de cessar esta vontade súbita ... que faz tremer , que faz calar, que me faz paralisar diante do pensamento e da imagem criada ... imaginário de uma realidade perfeita, que existiu, que paira e não se extinguirá por vontade minha.
Se estou errada em querer relembrar o meu melhor?
Acho que não.
Pior seria insistir em depor os defeitos dos fatos.
E como fato consumado aqui entrego estas palavras fortes como oração a um coração que não lerá , mas sentirá o impulso que cabe ao vento e a força dos sentimentos levar para o outro coração escutar...
Pois não é sozinho, sendo que fez parte e morou aqui, me conhece e sabe como é estar e estar presente , mesmo ausente.
Abri as gavetas e vasculhei.
Não mora mais aqui! Ouvi dizer com uma voz sussurrada ,como costuma ser a da consciência.
Insistentemente procurei, eu não podia simplesmente acreditar que algo tão importante , que morou ali tanto tempo, pudesse simplesmente ter sumido assim ...
E quando deixei a razão abrir os olhos meus, eu vi que fazia tempo que não estava ali... Cheia, contida … como se assim fosse a felicidade de uma gaveta, o seu estado de plenitude , fosse a utilidade, o preenchimento, sem deixar lacuna qualquer.
Guardam segredos de uma vida inteira e confissões frente ao espelho.
Sobre o vazio que habito:
Não há nome nem sobrenome, mudou-se pra cá já faz um tempo. E é com o tempo que eu conto para resolver esse desencontro atemporal. Onde eu vejo o futuro repetir o passado, sem grandes novidades. Mudou a intensidade, a cidade não. O vazio que habito, não tem cor, mas poderia dizer que é cinza. Não é Preto e nem é Branco, tampouco brando. Avassalador desencanto e pelos cantos murmuro.
No silêncio que habito, me vejo em vermelho, como quem grita ao vazio, que as cinzas voam ao vento. Como aquelas do cigarro que quando aceso, vermelho. Quando bato, cinza. Que se espalha ao vento e vai …
Existem vazios que nada é capaz de preencher.
A saudade que consome , devora e nada se há de fazer, porque o tempo já se foi , na noite que vai.
E amanhã é outro dia, mesma saudade...talvez mude a intensidade, numa tarde que cai.
Onde os pores do Sol sempre encantam e fazem aumentar em mim esta vontade.
Vontade de ter, pegar, consumir ... Quisera eu não sentir esta saudade ...
Se fosse só por vaidade, seria bonito dizer que tenho saudade ...
Mas não há nada de bonito no que esta me provoca ... é uma nostalgia , lembranças de um tempo que só perdura porque insisto em querer fazê-lo imortal.
Como faíscas que pairam no ar, onde não se pode tocá-las, mas pode-se enxergar a beleza e a dança ao vento por alguns segundos ... segundos esses, que me fazem acreditar que enquanto eu existir , há de existir essa saudade ...
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