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!
sábado, 30 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
A minha sinceridade me denuncia!
Solto palavras aos ouvidos despreparados de verdades.
Como consequência a timidez recebo, junto aos olhos julgantes que fulminam a contradição.
Com paixão, compaixão pelos ouvintes, leitores de sentimentos que transbordam, incomodam e vão.
Vão para dentro, para fora, voam , vagam, despertam e apertam o peito da escrivã . Nos desencontros, encontros e encanto, canto a sonoridade de meus ecos. Eco !
Para tanta gente que tangente está, nas paralelas , por opção e não dançam a música silenciosa.
Não é preciso par, mas o ímpar.
A individualidade do pensamento que vaza e escoa aos ventos , onde você que não quer e/ou não sabe ler , tenta deter a passagem das letras perigosas que surgem brincando , com o sorriso de verso ou prosa .
E me traz lembranças do que ainda não vivi.
E carrego uma saudade do futuro,
onde conto histórias e roubo sorrisos sinceros.
Meus pensamentos estão cheios de vontades.
Meus gestos estão calmos, como quem espera...
por um toque de reciprocidade, por uma palavra que diga , sim é verdade.
Saudade do abraço apertado que ainda não dei,
Do beijo que me fez flutuar .
E deixo papéis em branco pela casa,
Pra você desenhar palavras.
E cantar baixinho , músicas que falam sobre balas de hortelã.
Estranho é chegar ao fim do dia e deparar-me com a saudade que me inquieta, me devora e me deixa pasma.
Onde o querer está distante do poder e somente o cansaço que me toma é capaz de cessar esta vontade súbita ... que faz tremer , que faz calar, que me faz paralisar diante do pensamento e da imagem criada ... imaginário de uma realidade perfeita, que existiu, que paira e não se extinguirá por vontade minha.
Se estou errada em querer relembrar o meu melhor?
Acho que não.
Pior seria insistir em depor os defeitos dos fatos.
E como fato consumado aqui entrego estas palavras fortes como oração a um coração que não lerá , mas sentirá o impulso que cabe ao vento e a força dos sentimentos levar para o outro coração escutar...
Pois não é sozinho, sendo que fez parte e morou aqui, me conhece e sabe como é estar e estar presente , mesmo ausente.
Abri as gavetas e vasculhei.
Não mora mais aqui! Ouvi dizer com uma voz sussurrada ,como costuma ser a da consciência.
Insistentemente procurei, eu não podia simplesmente acreditar que algo tão importante , que morou ali tanto tempo, pudesse simplesmente ter sumido assim ...
E quando deixei a razão abrir os olhos meus, eu vi que fazia tempo que não estava ali... Cheia, contida … como se assim fosse a felicidade de uma gaveta, o seu estado de plenitude , fosse a utilidade, o preenchimento, sem deixar lacuna qualquer.
Guardam segredos de uma vida inteira e confissões frente ao espelho.
Sobre o vazio que habito:
Não há nome nem sobrenome, mudou-se pra cá já faz um tempo. E é com o tempo que eu conto para resolver esse desencontro atemporal. Onde eu vejo o futuro repetir o passado, sem grandes novidades. Mudou a intensidade, a cidade não. O vazio que habito, não tem cor, mas poderia dizer que é cinza. Não é Preto e nem é Branco, tampouco brando. Avassalador desencanto e pelos cantos murmuro.
No silêncio que habito, me vejo em vermelho, como quem grita ao vazio, que as cinzas voam ao vento. Como aquelas do cigarro que quando aceso, vermelho. Quando bato, cinza. Que se espalha ao vento e vai …
Existem vazios que nada é capaz de preencher.
A saudade que consome , devora e nada se há de fazer, porque o tempo já se foi , na noite que vai.
E amanhã é outro dia, mesma saudade...talvez mude a intensidade, numa tarde que cai.
Onde os pores do Sol sempre encantam e fazem aumentar em mim esta vontade.
Vontade de ter, pegar, consumir ... Quisera eu não sentir esta saudade ...
Se fosse só por vaidade, seria bonito dizer que tenho saudade ...
Mas não há nada de bonito no que esta me provoca ... é uma nostalgia , lembranças de um tempo que só perdura porque insisto em querer fazê-lo imortal.
Como faíscas que pairam no ar, onde não se pode tocá-las, mas pode-se enxergar a beleza e a dança ao vento por alguns segundos ... segundos esses, que me fazem acreditar que enquanto eu existir , há de existir essa saudade ...
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